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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Uma casa de hόspedes em Saint-Tropez.



Madame Didier é uma senhora simpática que nos recebe com beijinhos, carinho e um chá de ervas colhidas do jardim. Italiana casada com um francês, ela mora em Saint-Tropez há mais de quarenta anos. Depois que os dois filhos saíram de casa ela teve a boa idéia de transformar o espaço que estava sobrando em quartos de hόspedes. Isso foi em oitenta e um. Hoje, a casa da madame Didier tem três quartos disponíveis e um apartamento, todos com banheiro e saída independente. Neste fim de semana estavam por lá belgas, italianos, franceses e brasileiros se conto Nicolas e eu. Ficamos no quarto azul, localizado atrás da casa. Pequeno, mas confortável para um casal. A decoração não tem nada de especial, sό o charme dos objetos que ganham vida com o tempo. O banheiro é simples, sem banheira e com azuleijos meio fora de moda, o sabãozinho colocado à disposição também não é de primeira, mas quebra o galho se você esquecer o seu. A cama espaçosa, a calma e o perfume das muitas flores do jardim embalam o sono e pela manhã o café é servido no terraço à beira da piscina (neste período a temperatura da água varia entre 22 e 25 graus). Um crossant, um brioche, uma baquete (tudo fresquinho e delicioso), suco de laranja, café e chocolate, manteiga e geléia de cereja feita em casa completam a mesa (7 euros por pessoa). Ela traz o jornal da região, conversa alguns minutos e entra em casa nos garantindo: "se não for suficiente e quiserem mais é sό pedir". O serviço parece com o de um hotel, quando chegamos do passeio (a praia de Salins é a mais prόxima, fica a 400 metros) o quarto está arrumado e limpo, mas com uma vantagem que não tem preço: o contato com o morador que além de dar dicas muito interessantes sobre o funcionamento da cidade conta histόrias e "causos" que sό ele conhece. Pela madame Didier ficamos sabendo que os javalis de vez em quando descem a serra, que virou loteamento de luxo, para comer as uvas do vinhedo - ela colhe 1.800 quilos de uva por ano, vende à uma cooperativa e garante o vinho do ano todo - e por isso uma cerca elétrica precisou ser instalada em torno da propriedade. Outra informação que pode evitar um mal-entendido: quando estiver procurando a Villa Rose-marie, casa dos Didier (de carro, a dez minutos do centro), não confunda com a Villa Rose, elas ficam a alguns metros uma da outra e segundo madame Didier o proprietário da segunda casa em questao é Giorgio Armani. Será?! Uma coisa é certa o preço da diária (68 euros) é muito melhor que de um hotel e a estadia em si já vale o passeio. Villa Rose-Marie, Chemin de la Moutte, Saint-Tropez, 04 94 97 25 13.

1 comentários:

Ciça Donner disse...

Mna eu já me decidir faz temo: quando for em meu tour de carro pl franca nao me hospedarei em hotel, e sim nessas casa. A sua dica já está anotadissima!

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