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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

As vitrines de Aix-en-Provence mostram os detalhes que aquecem a moda outono-inverno 2009.




segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Os sites indispensáveis para quem está querendo estudar na Provence-Alpes-Côte d'azur.

Em francês:

http://www.aixenprovencetourism.com/aix-jeunes.htm

https://sites.google.com/site/etudiantsetrangersenfrance/

http://www.souffle.asso.fr/fr/is.html

http://ec.europa.eu/education/study-in-europe/application_guide_fr_en.html

http://www.univ-provence.fr/gsite/document.php?pagendx=9188&project=ri

http://www.cnous.fr/

http://www.letudiant.fr/etudes/rendezvous--etudier-en-region/Provence-Alpes-Cote-d-Azur-Languedoc-Roussillon/etudier-en-provence-alpes-cote-dazur-languedoc-roussillon-et-corse.html

http://www.ac-aix-marseille.fr/wacam/jcms/c_25708

Em português:

http://www.ci.com.br/estudar-no-exterior

http://bresil.campusfrance.org/br/estudar-na-franapa/5.html

http://www.adventuretours.com.br/dicas.html

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Conhecendo a Galicette, um mercado original para quem gosta de produtos provençais.



A Galicette é um mercadinho com cara de paiol, perdido no meio de uma estrada meio deserta. Assim que cruzamos a porta temos a impressão de que os produtos saíram direto de uma fazenda que respeita o meio-ambiente e estão lá na melhor forma sό nόs esperando. Encontramos vinhos, azeitonas, azeite, mel, geléias e biscoitos regionais. Já os legumes, verduras e frutas são fresquinhos e colocados em evidência de acordo com a estação. Quanto mais perto da porta, mais eles são indicados para entrarem na sua cesta (não existem carrinhos). A visita também também é interessante pela decoração rústica e criativa que usa carroças, ferramentas e outros objetos de roçado e que não lembra em nada as gôndolas "plastificadas" dos supermercados. Na saída não deixe de levar uma baguette ou um queijinho de cabra fresco. E não se surpreenda se a moça do caixa lhe oferecer gratuitamente um molho de persil (salsinha). Gentileza, ambiente e bons produtos custam caro e os preços ainda não me permitem sair de lá com a sacola cheia, mas o pouco que levo para casa vale cada centavo em dobro. La Galicette, Route de Loqui, aberto das 8h30 às 13h e das 15h30 às 19h30. No domingo o mercado funciona das 9h às 13h.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A adaptação em um outro país passa principalmente pelos detalhes.

Quando saímos do país de origem nos preparamos para uma mudança que pode ser mais ou menos radical, mais ou menos dolorida, mais ou menos difícil. Os papéis e a burocracia são as primeiras descobertas e normalmente elas não são muito agradáveis. Em seguida, vem a cultura local, as diferenças dos hábitos culinários e a saudade da família. O problema é que nunca pensamos, aliás, nem imaginamos que a adaptação em um novo país também passa por detalhes quase sempre neglicenciados até que nos deparamos com eles :

- o teclado do computador, mesmo em um país ocidental, não é o mesmo. O “til” e os acentos agudos do português usados no “o”, no “a”, no “i” e no “u” não existem em francês e para escrever corretamente temos que inseri-los um a um no Word antes de publicar qualquer coisa ou de enviar um mail sem erros de ortografia. Felizmente os amigos entendem…
- trocar de médico, de dentista e de ginecologista pode virar uma dor de cabeça,
- se acostumar com as estações e arrumar o guarda-roupa de acordo com cada uma exige muita prática e experiência, o que levamos anos para adquirir,
- aprender a usar o aquecedor e lembrar de fechar as portas quando eles estão ligados (o Nicolas repete a mesma coisa há cinco invernos, tadinho...),
- lembrar que vai ser necessário raspar o gelo dos vidros do carro em dias de muito frio e que isso não é desculpa para chegar atrasado no trabalho,
- aprender que não se pode plantar tudo no jardim por que o inverno é rigoroso e as plantas que não são adaptadas morrem,
- pelo mesmo motivo não podemos esquecer os vasos que enfeitam o terraço do lado de fora da casa,
- convencer o cérebro de que manicure é luxo e não uma necessidade absoluta e que podemos viver sem ela,
- usar a mesma roupa durante toda a semana pode ser considerado prático e não falta de imaginação ou preguiça,
- memorizar um telefone "gigante" para não precisar usar a agenda cada vez que liga para os pais,
- fazer supermercado olhando a foto da embalagem e rezando para que o que tiver lá dentro seja bom,
- por falar nisso: ficar muda enquanto a igreja inteira reza o Pai Nosso e a Ave Maria em francês,
- o transporte urbano francês tem pontualidade inglesa, o que me surpreende até hoje,
- assistir filmes dublados em francês e sem legenda, filme original sό em cinemas especiais (o Renoir no Cours Mirabeau em Aix, por exemplo),
- a impossibilidade de comer arroz e feijão todos os dias,
- enquanto os vinhos são baratos, excepcionais e variados as opções de carne bovina são poucas e caras,
- comer camarão frio com maionese, ostras e esgargots nas festas de fim de ano,
- tentar fazer feijoada, vatapá ou outro prato tipicamente brasileiro sem os ingredientes adequados,
- pagar caro qualquer mão-de-obra,
- pensar uma coisa, dizer outra e a pessoa que lhe escuta entender uma terceira mensagem, ninguém merece...
- não existir carnaval, micareta, festa junina, procissões, bailes de ano novo, de 15 anos, de formatura...
- se sentir analfabeto e perdido no meio da cidade sem entender nem as placas, nem as orientações dadas pelos nativos,
- ser formal e usar toda a gentileza possível com os desconhecidos com quem você se relaciona, chamar alguém de "você" é reservado para os amigos e familiares,
- achar esquisito seu filho lhe responder em francês,
- achar esquisito seu marido lhe falar em português,
- começar a se referir ao Brasil como um outro país!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O mercado de Natal de Aix-en-Provence pode ser uma boa opção para quem procura um presente artesanal.




O Cours Mirabeau, a maior avenida de Aix-en-Provence, está toda enfeitada e pronta para comemorar o Natal. Além da iluminação, foram instalados nesta semana cinquenta chalés que vendem produtos de beleza, brinquedos, bonecas, jóias, objetos de decoração, especialidades da Provence e doces, muitos doces. Aliás, tenho a impressão de que o Natal por aqui é feito para as crianças. Somente nesta época você encontra maçã-do-amor, marrons assadas ("marron" é um tipo de castanha), frutas glaçadas, churros e algodão-doce. Carroséis e balões de ar quente também disputam a atenção e os euros de mamãe e papai. Les Chalets de Noël, Cours Mirabeau, Aix-en-Provence, todos os dias das 10h às 19h até 3 de janeiro.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A 27° edição do Festival International de Cinéma d’Aix-en-Provence et du Pays d’Aix vai movimentar Aix-en-Provence.

Tenho certeza de que você nunca ouviu falar, mas Aix-en-Provence também promove um festival de cinema que este ano chega à 27° edição. O Festival International de Cinéma d’Aix-en-Provence et du Pays d’Aix (Festival Tous Courts) vai apresentar durante as duas próximas semanas 180 filmes de ficção, de animação, experimentais e documentários (curtas e longas) vindos dos cinco continentes. Somente "curtas" foram 1600 concorrentes que passaram pelo crivo do júri. Em 2009, o festival conta com uma forte presença dos países do leste da Europa (11 dos 65 "curtas" selecionados). Na primeira semana, em cidades nos arredores de Aix (Lambesc - 23/11, Trets – 24/11, Fuveau – 26/11 e La Roque d’Anthéron – 27/11), vão ser exibidos filmes fora da competição (Cinéma par ailleurs), além disso estão previstos mesas-redondas, palestras e workshops. Os filmes que disputam os prêmios vão ser apresentados do 30 de novembro ao 5 de dezembro em várias salas de cinema de Aix-en-Provence.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Projeto da prefeitura de Aix-en-Provence visa a diminuição do lixo com a ajuda do comércio local.

Cuidar do meio-ambiente está se tornando uma preocupação prática de todos os dias e de todo mundo. Para fazer a sua parte cinquenta comerciantes de Aix-en-Provence aderiram ao projeto piloto Jeter moins, acheter mieux (jogar fora menos, comprar melhor). A idéia é simples: na hora da compra os consumidores vão poder deixar as embalagens na loja levando para casa só o essencial em sacolas reutilisáveis. Depois de dobrados, amarrados e reunidos em pilhas os cartões vão ser coletados duas vezes por mês pela prefeitura e do depósito seguirão para a reciclagem. Desde maio, os hábitos dos comerciantes e dos clientes vêm sendo estudados na pesquisa que deu origem ao projeto. Jeter moins, acheter mieux começa a funcionar em dezembro deste ano. Fica a sugestão para os comerciantes no Brasil.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Qual é a melhor estação do ano para se conhecer o sul da França?

Uma das perguntas mais frequentes que recebo também é a dúvida de uma amiga com quem tive o prazer de trabalhar na TV Justiça em Brasília. Claudia está começando a organizar uma viagem para conhecer o sul da França em 2010 e por isso ela gostaria de saber qual é a melhor época para visitar a região. A resposta que dei a ela também pode ser útil para outras pessoas interessadas na Provence-Alpes-Côte d'Azur. Depois de cinco anos morando em Aix posso dizer que começo a conhecer bem cada estação por aqui. Pessoalmente gosto muito da primavera, mas o meu coração bate mesmo é pelo outono, que considero extremamente agradável. Independente disso, vou tentar ser o mais neutra possível para lhe dar as vantagens e os inconvenientes de cada estação.

Primavera (do dia 20 de março ao dia 21 de junho de 2010): ainda muito próximos do inverno os primeiros dias da primavera são frios, curtos e quase sempre com muita chuva. Se vestir é uma tarefa ingrata e só para iniciados. Em maio o clima melhora e os dias ficam mais quentes, longos e ensolarados. Nessa época os festivais, as feiras e a vida nas cidades vão ficando mais intensos, os turistas aparecem, o banho de mar volta a ser uma opção de lazer, os jardins desabrocham em mil cores, as amendoeiras se cobrem de pequenas flores brancas e o jasmim-estrela perfuma casas e ruas. Mas se fizer questão de conhecer os famosos campos de lavanda compre a sua passagem para o fim da estação ou o começo do verão.

Verão (do dia 21 de junho ao dia 23 de setembro de 2010) : é onde o bicho e o calor pegam pesado. Os dias de sol ficam muito longos e a noite só chega depois das 21h30, o que é excelente para descobrir as paisagens da Provence sem pressa só de bermudas e Havaianas. Aliás, a mala-com-roupas-leves-quase-vazia-para-voltar-cheia-de-coisas-gostosas é uma das vantagens da estação. Afinal, todo brasileiro tem o que precisa para ser usado no verão europeu. Mas, infelizmente, existem três problemas para se curtir essa estação, os seus inúmeros festivais e as praias deliciosas da Côte d’Azur: o calor sufocante - o clima de Aix, por exemplo, lembra o de Brasília é quente e seco - com temperaturas que chegam ou passam dos 38°, os preços da alta-estação e a multidão de gente do mundo todo. Museus, lojas, monumentos, bares, cafés, praças, enfim, tudo, tudo, tudo mesmo fica lotado. Achar um lugar para estacionar, uma mesa em um restaurante, visitar uma exposição ou passear, vira, como dizemos por aqui, le parcours du combattant. A tradução é simples: você vai suar para fazer qualquer coisa. Por isso desaconselho o verão para quem gosta de calma e tranquilidade. Se além disso você também não é fã de saladas e comidas leves pode desistir mesmo desta estação. Pratos quentes e pesados na França só combinam com o frio que volta devagarzinho no outono.

Outono : (do dia 23 de setembro ao dia 21 de dezembro de 2010) : muito menos badalada a estação não atrai muita gente, além disso ela chega de mansinho como quem não quer nada trazendo um ar fresco e temperaturas amenas (como na começo da primavera o termômetro fica em torno dos 17°/19°). Um casaquinho, jeans e meias quentes são suficientes para encarar a estação. O outono tem uma beleza diferente do colorido juvenil e explosivo da estação das flores. Já ouvi muitas vezes a mesma opinião sobre ele e da tristeza que desperta. O outono anuncia o fim do calor, da beleza e da luz, é verdade, mas convenhamos, a mensagem é “dita” com muita doçura. Talvez por isso o “caramelo” seja a cor preferida da estação. Mais claros ou escuros, dourados ou vermelhos, eles vão se espalhando pelas cidades, campos e vinhas onde começa a vendange, a colheita das uvas. O momento é o ideal para os admiradores do vinho, não que o vinho novo seja o melhor que existe, mas o período é de festa e todas as caves estão em efervecência (por volta do 15 novembro os novos vinhos chegam no comércio). Uma idéia simpática: conhecer a região tendo no roteiro os domaines ou châteaux produtores de vinhos. Depois, nos deliciamos com as maçãs e todas as outras frutas amantes do frio. Comer volta a ser um prazer, respiramos melhor e ainda podemos aproveitar os dias em feiras e eventos. A animação se prolonga até o fim de outubro quando o dourado das folhas não cobre mais as árvores, mas as estradas e ruas e o caminho fica aberto para os rigores do inverno.

Inverno (do dia 21 de dezembro de 2010 ao dia 20 de março de 2011) : sem dúvida nenhuma a estação à qual tive a maior dificuldade de adaptação. O inverno começa oficialmente em dezembro, mas os dias curtos (às 17h já é noite), a secura e as temperaturas baixas incomodam desde o começo de novembro. Roupas e sapatos pesados são obrigatórios, vitamina C, também. A diferença de temperatura entre o Brasil e a Europa já derrubaram vários amigos que vieram passar as férias por aqui nesse período. O frio não perdoa até mesmo os franceses que são bem adaptados ao clima. Aliás, o começo do inverno sempre gera uma preocupação extra com as crianças e os mais velhos, considerados mais frágeis. Para quem curte o frio a neve pode ser uma boa surpresa, isso se não for exagerada como neste ano quando 40cm cobriram toda a região bloqueando tudo (aeroportos, estradas) por dois dias. Os departamentos de Hautes-Alpes, Alpes-de-Haute-Provence e Alpes-Maritimes tem, juntos, 35 estações de esqui com pistas, dificuldades e preços bem variados. Preciso experimentar isso um dia… Voltando ao assunto, apesar de doloroso (quando o Mistral sopra forte o frio dói mesmo) e parado (a maioria dos museus e monumentos fecham parcialmente), a estação tem o seu charme, a sua poesia e cheiro de pinheiro cortado fresquinho para se transformar em árvore de Natal. Com a aproximação das festas a iluminação especial deixa as cidades coloridas, os mercados passam a funcionar, barraquinhas vendem churros (!) e maçãs do amor, carrosséis se instalam nas grandes avenidas e começa a procura pelo presente ideal. O calor do inverno é humano e enche as mesas de pratos que não lembram em nada a refinada cozinha francesa pela fartura e exuberância. Sopas, ensopados de carne, batatas, queijos e assados dividem as atenções com camarões na maionese, chocolate quente e muitas sobremesas.
Um último detalhe: a região mediterrânea conta com 300 dias de sol por ano, a mesma média de Natal, no Rio Grande do Norte. Ou seja, até no inverno o sol brilha por aqui. Não é um exagero?! Agora se esqueci de algum detalhe, ou se você tem uma opinião diferente, não se acanhe e deixe aqui o seu recado.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Do 1° ao 10 de dezembro vai ser realizado o Primeiro Salão dos Antiquários de Aix-en-Provence.

Um domingo por mês os antiquários de Aix expõe os seus produtos no Cours Mirabeau. Neste ano a iniciativa também vai fazer parte da programação especial de fim de ano da cidade, o Noël en Fête. Vinte especialistas vão expor peças da antiguidade clássica ao design do século XX na tenda de 450m2 instalada na praça Jeanne d’Arc, em frente à La Rotonda. Galerias de arte também vão participar do evento que está sendo organizado pela Chambre d’agriculture des Bouches-du-Rhône e pelo Sindicato dos Antiquários de Aix-en-Provence. Salon des Antiquaires d'Aix-en-Provence, do 1° ao 10 de dezembro, place Jeanne d'Arc em Aix-en-Provence. A entrada custa 2€.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Pavillon de Vêndome, uma visita obrigatória em Aix-en-Provence.



Entrando no número 32 da rua Celony, no centro de Aix-en-Provence, temos uma surpresa. Uma boa surpresa. A bela construção de 1665 que abrigou o duque de Vendôme, Louis de Mercoeur, mantêm a beleza da fachada inalterada, um jardim à la française que convida para um repouso nos dias de sol e uma decoração que agrupa móveis, pinturas (os retratos lembram os antigos moradores) e objetos de arte do fim do século XVII e do começo do século XVIII. Hoje, além das lembranças de uma época, o local abriga exposições temporárias de fotografia e de arte contemporânea. Pavillon Vendôme (animationpavillon@mairie-aixenprovence.fr) - 32, Rue Celony (04 42 21 05 78). O museu fica aberto todos os dias das 10h à 12h30 e das 13h30 às 17h, com exceção da terça-feira. A entrada é gratuita para menores de 25 anos e todo primeiro domingo de cada mês.

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